Sustentabilidade

MPF denuncia empresas por despejo de resíduos na Baía de Guanabara

ResumoO Ministério Público Federal (MPF) denunciou duas empresas de reparo naval por despejo de resíduos perigosos na Baía de Guanabara. As companhias operaram um estaleiro sem licença ambiental por sete anos, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro. A ação judicial busca responsabilização criminal e reparação dos danos ambientais causados ao ecossistema marinho.

O MPF denunciou duas empresas de reparo naval por despejo de resíduos perigosos na Baía de Guanabara. Elas operaram um estaleiro sem licença por sete anos, no Caju.

Geraldo Cavalcanti
Geraldo Cavalcanti Produtor familiar e cronista rural · 05 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
MPF denuncia empresas por despejo de resíduos na Baía de Guanabara

MPF denuncia empresas por despejo de resíduos na Baía de Guanabara

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou duas empresas do setor de reparo naval, a Selano Trade Reparos Navais e a PSA Reparos Navais, por despejar resíduos perigosos na Baía de Guanabara. A denúncia aponta que elas operaram um estaleiro sem licença ambiental no bairro do Caju, zona portuária do Rio, durante sete anos.

A Agência Brasil não conseguiu contato com as empresas denunciadas e mantém o espaço aberto a suas manifestações.

O que diz a denúncia de crimes ambientais

De acordo com o MPF, as empresas teriam armazenado e abandonado resíduos de forma irregular no local, permitindo que parte deles atingisse as águas da baía. Na ação penal, o órgão pede a fixação de valor mínimo de R$ 1,45 milhão para reparação dos danos ambientais. O montante corresponde a 50% do rendimento que a promotoria estima ter sido obtido com a exploração comercial da área durante o período de funcionamento irregular.

O funcionamento da instalação ocorreu entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2025. Nesse período, as empresas teriam guardado e abandonado resíduos oleosos, cilindros de gases inflamáveis e outras substâncias perigosas em desacordo com a legislação ambiental. Segundo o MPF, o descarte irregular atingiu a Baía de Guanabara, provocando danos irreparáveis ao meio ambiente.

Como a investigação começou

A investigação foi iniciada após fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em fevereiro de 2025. Os agentes constataram que o estaleiro funcionava normalmente, realizando serviços de manutenção em embarcações, apesar da inexistência de licença ambiental.

Laudo produzido pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou a ausência de licença e identificou irregularidades na gestão de resíduos. Os peritos encontraram isotanques com resíduos oleosos armazenados de forma inadequada, cilindros de GLP espalhados pelo terreno, pontos de abastecimento de óleo diesel e oxigênio para soldagem, além de resíduos perigosos depositados próximos às margens da Baía de Guanabara, ocasionando poluição hídrica.

O que diz o administrador das empresas

Ainda segundo a denúncia, o administrador das empresas admitiu, em depoimento à polícia e ao MPF, que o estaleiro funcionava sem licença ambiental. Embora tenha alegado dificuldades relacionadas à área, o MPF sustenta que cabia exclusivamente às empresas e ao administrador obter o licenciamento e garantir a destinação adequada dos resíduos perigosos.

crimes ambientais no Rio de Janeiro

Perguntas Frequentes

Quem foi denunciado pelo MPF?

As empresas Selano Trade Reparos Navais e PSA Reparos Navais, por despejo de resíduos perigosos na Baía de Guanabara.

Onde ficava o estaleiro?

No bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro.

Qual o valor mínimo de reparação pedido?

R$ 1,45 milhão, correspondente a 50% do rendimento estimado pela promotoria.

Quando o estaleiro funcionou?

Entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2025, por sete anos.

Quem participou da fiscalização?

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

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