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Parque Nacional da Tijuca 65 anos: programação especial e história

ResumoO Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, completa 65 anos em julho de 2026 com programação especial de trilhas guiadas, oficinas e visitas noturnas. A unidade é exemplo mundial de reflorestamento urbano, transformando área degradada em floresta tropical protegida. Visitantes podem explorar a história e a natureza do parque.

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, celebra 65 anos em julho de 2026. A programação especial inclui trilhas guiadas, oficinas e visitas noturnas. Conheça a história da unidade, que é um exemplo mundial de reflorestamento urbano, e planeje sua visita.

Anderson Fagundes
Anderson Fagundes Especialista em máquinas agrícolas · 13 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Parque Nacional da Tijuca 65 anos: programação especial e história

Parque Nacional da Tijuca celebra 65 anos com programação especial

Quem já subiu a Estrada da Vista Chinesa ou o Corcovado conhece o pulmão do Rio. O Parque Nacional da Tijuca (PNT) completa 65 anos em julho de 2026, e a programação especial preparada pelo ICMBio promete atrair cariocas e turistas. A unidade, que ocupa 3.953 hectares de Mata Atlântica, é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. As comemorações incluem trilhas guiadas, oficinas de educação ambiental, visitas noturnas ao Cristo Redentor e apresentações culturais gratuitas.

Como surgiu o Parque Nacional da Tijuca

A história do parque começa bem antes de 1961. No século XIX, as encostas do Rio de Janeiro foram desmatadas para plantio de café e carvão, comprometendo o abastecimento de água da cidade. Em 1861, Dom Pedro II desapropriou as terras e deu início ao reflorestamento com espécies nativas e exóticas, como o jequitibá-rosa e o eucalipto. O trabalho, liderado pelo Major Archer, é considerado um dos primeiros grandes projetos de recuperação ambiental do mundo.

O parque foi oficialmente criado pelo Decreto nº 50.923, de 6 de julho de 1961, com o nome de Floresta da Tijuca. Em 2004, a área foi tombada pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecendo seu valor ecológico global.

Programação especial dos 65 anos

A celebração começa no dia 6 de julho e se estende por todo o mês. A programação especial foi organizada pelo ICMBio em parceria com a prefeitura do Rio e ONGs locais. Entre os destaques:

  • Trilhas guiadas: roteiros pela Trilha do Pico da Tijuca, Trilha do Bico do Papagaio e Cachoeira do Horto, com monitores ambientais.
  • Oficinas de educação ambiental: atividades para crianças e adultos sobre fauna, flora e reciclagem.
  • Visitas noturnas ao Cristo Redentor: acesso especial após o horário comum, com observação do céu e contação de histórias.
  • Apresentações culturais: shows de música e dança na Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista.

Para participar, é necessário agendamento pelo site do ICMBio. As vagas são limitadas e gratuitas como agendar visita parque nacional tijuca.

O que ver e fazer no parque

O Parque Nacional da Tijuca é o maior parque urbano do Brasil e um dos maiores do mundo. Além do Cristo Redentor, a unidade abriga:

  • Pico da Tijuca: com 1.022 metros de altitude, é o ponto mais alto do parque. A trilha exige preparo físico médio e leva cerca de 2 horas.
  • Cachoeira do Horto: queda d'água de 20 metros, com poço para banho. Acesso fácil pela estrada.
  • Vista Chinesa: mirante com vista panorâmica da Zona Sul do Rio.
  • Capela Mayrink: construída em 1860, é um dos cartões-postais do parque.

A visitação é livre, mas o ICMBio recomenda o uso de calçados adequados, protetor solar e água. Não é permitido acampar ou fazer fogueiras. A entrada é gratuita.

Reflorestamento: a lição que o parque ensina

O reflorestamento da Tijuca é uma referência mundial. Entre 1861 e 1887, foram plantadas cerca de 100 mil mudas de espécies nativas, como jequitibá, cedro e ipê. O trabalho restaurou o solo, protegeu os mananciais e atraiu de volta a fauna, incluindo macacos-prego, tucanos e preguiças.

Hoje, o parque é um laboratório vivo de ecologia. Pesquisadores monitoram a regeneração natural e a reintrodução de espécies ameaçadas, como o muriqui pesquisa em unidades de conservação rio de janeiro.

Como chegar e dicas práticas

O parque tem três portarias principais: Alto da Boa Vista, Horto e Cascatinha. O acesso mais comum é pela Estrada do Alto da Boa Vista, a partir da Gávea ou do Jardim Botânico. Não há transporte público direto, mas é possível chegar de carro, táxi ou aplicativo.

  • Horário de funcionamento: das 8h às 17h, todos os dias.
  • Estacionamento: gratuito, mas com vagas limitadas.
  • O que levar: água, lanche, repelente, protetor solar e calçado fechado.
  • Restrições: não é permitido levar animais domésticos, bicicletas ou drones.

O parque oferece centro de visitantes com banheiros e bebedouros. Para grupos acima de 10 pessoas, é obrigatório o acompanhamento de guia cadastrado.

Perguntas Frequentes

Qual é a programação especial dos 65 anos do Parque Nacional da Tijuca?

A programação inclui trilhas guiadas, oficinas de educação ambiental, visitas noturnas ao Cristo Redentor e apresentações culturais. As atividades ocorrem ao longo de julho de 2026, com agendamento pelo site do ICMBio.

O Parque Nacional da Tijuca é gratuito?

Sim, a entrada é gratuita. Algumas atividades especiais podem exigir inscrição prévia, mas não cobram taxa.

Como agendar uma visita ao parque?

O agendamento é feito pelo site do ICMBio. As vagas para as atividades especiais são limitadas e abertas com antecedência.

O parque é seguro para visitar?

Sim, a unidade conta com vigilância do ICMBio e da Polícia Florestal. Recomenda-se evitar horários de baixa movimentação e não deixar objetos de valor no carro.

Quais são as trilhas mais famosas?

As principais são a Trilha do Pico da Tijuca (2h, médio), a Trilha do Bico do Papagaio (1h30, leve) e a Trilha da Cachoeira do Horto (30 min, leve).

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